
Sinopse: Maid, acompanha Alex (Margaret Qualley), uma
jovem mãe que consegue um emprego limpando casas para escapar de um
relacionamento abusivo. Depois de sofrer diversas violências nas mãos do
ex-namorado, Sean (Nick Robinson), ela decide fugir com a filha para qualquer
outro lugar na expectativa de um construir um futuro melhor para as duas. Além
de tudo, ela ainda precisa lidar com a mãe (Andie McDowell) que sofre de
distúrbio bipolar e está desaparecida. No caminho, ela é acolhida em um abrigo
para jovens vítimas de abuso e começa a trabalhar como empregada doméstica para
guardar dinheiro e tentar encontrar um lugar para morar com a filha.
Informações
Gênero: Drama
Canal original: Netflix
Ano de lançamento: 2021
Temporadas: 1 temporada
Status: Finalizada
Minha opinião
Olá, povo lindo!
Esta resenha nunca esteve
programada, pois assisti à minissérie há uns bons anos e não foi em um momento
psicológico positivo. No entanto, hoje vi um trecho sobre ela e fui novamente
atravessada por essa história (da qual me lembro nos mínimos detalhes). Agora,
sinto que estou mais madura para conversar com vocês sobre ela.
Maid
é uma das minisséries mais potentes dos últimos tempos, pois é tão real e crua
que parece um soco no estômago, ao mesmo tempo que se mostra sensível e
esperançosa. Confesso que, por algumas vezes ao longo dos 10 episódios,
precisei de um tempo para respirar, tamanha era a carga emocional e a
familiaridade com a história de alguém que amo muito.

Descobri, fazendo uma
breve pesquisa, que a série é a adaptação de uma autobiografia escrita por
Stephanie Land, e que o livro se tornou um best-seller, ficando duas
semanas na lista de mais vendidos da PublishNews. Ainda falando de fatos
interessantes, é legal saber que a protagonista e sua mãe na ficção são
realmente mãe e filha na vida real, e ambas fizeram um belíssimo trabalho.
A minissérie acompanha a
vida da jovem Alex, que tinha sonhos e planos, mas acabou abandonando tudo após
engravidar e preferir investir em seu relacionamento, até então normal. Com o
tempo, ela se torna completamente dependente financeira do companheiro. Após
dois anos, o que era a promessa de uma família feliz e estruturada se
transforma em um inferno; depois de mais um episódio de violência, ela foge com
a filha em busca de um destino melhor. Vale lembrar que Alex veio de uma
família completamente desestruturada e buscava nessa relação aquilo que nunca
teve. Porém, padrões tendem a se repetir, e acho importante salientar que a
culpa nunca é da vítima.

Sem uma rede de apoio
decente, já que sua relação com os pais não é das melhores, Alex procura a
ajuda do governo para recomeçar por meio do sistema de apoio a vítimas de
violência doméstica. Contudo, ela descobre que o caminho não é fácil e que a
burocracia é brutal, principalmente para quem depende de um auxílio rápido.
Após muitos obstáculos, ela consegue chegar a um abrigo, que se torna seu ponto
de virada; Alex começa a trabalhar como diarista e, assim, vai recuperando seu
brilho e sua dignidade.

O que torna essa potente série de superação tão difícil de engolir? A realidade. A dificuldade de sair de uma relação abusiva, a solidão da mãe solo e o amor transformado em desesperança... Ver todos esses temas abordados juntos, enquanto Alex tenta reconstruir a vida para cuidar da filha e se enxergar como uma pessoa inteira, é bem doloroso.

Eu poderia falar muito
mais; gostaria de dividir cada segundo com vocês sobre o que senti no momento X
ou o que achei do momento Y. Mas espero, de verdade, que de alguma forma esta
resenha tenha acendido uma faísca no coração de vocês e que cada um dê uma
chance a essa história. Sintam e interpretem de maneira individual, lembrando
sempre dos seus limites em relação a gatilhos. Maid não é fácil ou
simples, mas com certeza é necessária.
Um beijo e até a próxima!

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