Olá povo lindo,
Estou para ler a série Hex Hall
há tanto tempo que nem lembro onde a vi pela primeira vez. Só sei que o livro
ficou lá, guardadinho, por muito tempo, até que finalmente parei para conferir
esse YA de fantasia. E, se querem saber: eu adorei!
“Diga-me, Sophie. O que exatamente você sabe sobre sua família?”
Rachel Hawkins entrou na onda de J.K. Rowling e criou uma escola para prodígios entre eles feiticeiros, bruxas, fadas, lobisomens e afins. É impossível não lembrar de Harry Potter num primeiro momento, mas se engana quem pensa que existe alguma comparação além disso. Hex Hall é um livro com personalidade; a autora deu vida própria à sua obra, e as comparações com HP param no cenário da narrativa (o colégio). Pelo menos, foi assim que eu enxerguei. A Rachel deve ter previsto que haveria inúmeras comparações e, talvez por isso, tenha escrito um dos meus diálogos preferidos:
“Relaxe. Eu não sou um psicopata.” “Eu sei disso”, eu respondi. “Você é o cara zelador que cura.” “Guardião das terras.” “Isso não é tipo um zelador?” “Não, é tipo um guardião das terras.” (…) “Então, se você pode curar com um toque, por que está trabalhando aqui como, sei lá, o Hagrid ou qualquer coisa assim?”
O livro é muito bom! Logo de
cara, dá para perceber que Sophie Mercer é uma protagonista apaixonante. A
ironia é sua marca registrada e dá um humor todo especial à história. No
começo, ela é meio perdida, completamente alheia à sua história familiar, à intensidade
de seus poderes e a quem é seu pai nesse mundo secreto. Sophie não é apenas
engraçada; sua principal característica é a lealdade. Mesmo que as
circunstâncias estejam contra sua melhor amiga que é uma vampira, ela não
para de buscar uma solução, mostrando que a amizade é mais importante do que a
opinião e o preconceito dos outros.
“Eu já tinha sido beijada algumas vezes antes, mas nada como isso. Eu me senti eletrizada do topo da cabeça até os dedões do pé e, em algum lugar da minha mente, ouvi Alice dizendo que o amor tinha um poder próprio. Ela tinha razão: isso era magia.”
Esse livro conta também com um
romance muito legal. Gostei bastante de ver o sentimento crescer ao mesmo tempo
em que é rejeitado por Sophie, no melhor estilo "Deus me livre, mas quem
me dera". Archer Cross é aquele tipo de garoto por quem todas nós já nos
apaixonamos um dia: popular, bonito, carismático, irônico, divertido... e
namorado da menina mais insuportável da face da Terra. Fica difícil não torcer
por Cross e Mercer!
Hex Hall é surpreendente e as
coisas começam a acontecer quando você menos espera. Porém, mesmo com os
mistérios e reviravoltas, este é um livro leve, super recomendado para as horas
de lazer e para passar o tempo. Para vocês terem uma noção, eu li em dois dias e
meio, isso porque precisei dormir, comer e trabalhar! A narrativa flui com
tanta facilidade que, quando dei por mim, já estava no meio do livro, envolvida
em um monte de acontecimentos, sem nem entender como cheguei ali tão rápido.
“Meu pior medo parecia estar se tornando realidade. Uma coisa é ser diferente entre pessoas que, bem, são diferentes de você. É bem pior ser excluída no meio de um bando de excluídos.”
O livro é narrado em primeira
pessoa, então temos a sensação de que a protagonista é nossa melhor amiga. Como
eu disse, a narrativa é muito fluida, rápida e prazerosa. Os diálogos são
maravilhosos e o mistério não deixa nada a desejar. E, meus amores, que final
incrível foi aquele? Estou em cólicas para ler a continuação! Não sei o que vem
pela frente, mas, se continuar nesse ritmo, vai ser maravilhoso.
Sendo assim, não percam a
oportunidade de conferir Sortilégio (Hex Hall #1), pois a leitura vale muito a
pena.
Beijos e até a próxima!



Uaaau gostei da história!
ResponderExcluirEu sou super fã de livros de fantasia ahahah Fiquei curiosa *--*
Beijos
Blog Devolva Meu Clichê!
Hex Hall é um livro que MORRO de vontade de ler, adoro a temática bruxas e essa coisa de colégio. Imagine um livro que tem os dois?!
ResponderExcluirSou mega curiosa e essa capa é linda de morrer <33.
memorias-de-leitura.blogspot.com