[Resenha] Sortilégio (Hex Hall #1) - Rachel Hawkins

24 de fev. de 2014



Sinopse: Há 3 anos, Sophie descobriu que não é uma menina como as outras. Ela é uma bruxa e, até agora, isso só lhe trouxe alguns… arranhões! Sua mãe fez tudo o que pôde para ajudar: leu o que conseguiu encontrar sobre bruxas, fadas e magia; procurando consultar o pai ausente de Sophie um poderoso feiticeiro europeu só quando necessário. Até que a menina atrai atenção além da conta depois de um feitiço de amor poderoso demais… E é seu pai que define a sentença: Sophie deve ir para Hex Hall, um reformatório afastado de tudo e de todos que está sempre de portas abertas para receber qualquer “prodígio” que saia da linha ou seja, além de bruxas como Sophie, fadas, metamorfos etc. E a tendência de Sophie para encrencas não decepciona. Já no fim do primeiro dia, ela acumula problemas: três poderosas inimigas que mais parecem supermodelos, uma fantasma que cisma em persegui-la, uma paixonite idiota pelo feiticeiro mais charmoso da escola e ele tem namorada, mas como Sophie poderia saber? Para piorar, sua companheira de quarto é a pessoa mais odiada do campus, e a única vampira entre os alunos… Sim, os sanguessugas não têm boa fama, e uma série de ataques a estudantes acaba fazendo da única amiga de Sophie a suspeita número um na mira do Conselho e da direção da escola. Isso não é tudo, e Sophie precisa se preparar. Uma antiga sociedade secreta determinada a destruir todos os prodígios, inclusive e principalmente ela, parece estar mais próxima do que nunca de Hex Hall. Sophie terá de descobrir, do que sua magia é capaz e, sobretudo, suas origens e quem ela é de verdade.

Autora: Rachel Hawkins
Editora: Galera Record
Páginas: 304
Classificação: 4/5

Olá povo lindo,

    Estou para ler a série Hex Hall há tanto tempo que nem lembro onde a vi pela primeira vez. Só sei que o livro ficou lá, guardadinho, por muito tempo, até que finalmente parei para conferir esse YA de fantasia. E, se querem saber: eu adorei!


“Diga-me, Sophie. O que exatamente você sabe sobre sua família?”


    Rachel Hawkins entrou na onda de J.K. Rowling e criou uma escola para prodígios entre eles feiticeiros, bruxas, fadas, lobisomens e afins. É impossível não lembrar de Harry Potter num primeiro momento, mas se engana quem pensa que existe alguma comparação além disso. Hex Hall é um livro com personalidade; a autora deu vida própria à sua obra, e as comparações com HP param no cenário da narrativa (o colégio). Pelo menos, foi assim que eu enxerguei. A Rachel deve ter previsto que haveria inúmeras comparações e, talvez por isso, tenha escrito um dos meus diálogos preferidos:


“Relaxe. Eu não sou um psicopata.” “Eu sei disso”, eu respondi. “Você é o cara zelador que cura.” “Guardião das terras.” “Isso não é tipo um zelador?” “Não, é tipo um guardião das terras.” (…) “Então, se você pode curar com um toque, por que está trabalhando aqui como, sei lá, o Hagrid ou qualquer coisa assim?”


        O livro é muito bom! Logo de cara, dá para perceber que Sophie Mercer é uma protagonista apaixonante. A ironia é sua marca registrada e dá um humor todo especial à história. No começo, ela é meio perdida, completamente alheia à sua história familiar, à intensidade de seus poderes e a quem é seu pai nesse mundo secreto. Sophie não é apenas engraçada; sua principal característica é a lealdade. Mesmo que as circunstâncias estejam contra sua melhor amiga que é uma vampira, ela não para de buscar uma solução, mostrando que a amizade é mais importante do que a opinião e o preconceito dos outros.


“Eu já tinha sido beijada algumas vezes antes, mas nada como isso. Eu me senti eletrizada do topo da cabeça até os dedões do pé e, em algum lugar da minha mente, ouvi Alice dizendo que o amor tinha um poder próprio. Ela tinha razão: isso era magia.”


    Esse livro conta também com um romance muito legal. Gostei bastante de ver o sentimento crescer ao mesmo tempo em que é rejeitado por Sophie, no melhor estilo "Deus me livre, mas quem me dera". Archer Cross é aquele tipo de garoto por quem todas nós já nos apaixonamos um dia: popular, bonito, carismático, irônico, divertido... e namorado da menina mais insuportável da face da Terra. Fica difícil não torcer por Cross e Mercer!

    Hex Hall é surpreendente e as coisas começam a acontecer quando você menos espera. Porém, mesmo com os mistérios e reviravoltas, este é um livro leve, super recomendado para as horas de lazer e para passar o tempo. Para vocês terem uma noção, eu li em dois dias e meio, isso porque precisei dormir, comer e trabalhar! A narrativa flui com tanta facilidade que, quando dei por mim, já estava no meio do livro, envolvida em um monte de acontecimentos, sem nem entender como cheguei ali tão rápido.


“Meu pior medo parecia estar se tornando realidade. Uma coisa é ser diferente entre pessoas que, bem, são diferentes de você. É bem pior ser excluída no meio de um bando de excluídos.”


    O livro é narrado em primeira pessoa, então temos a sensação de que a protagonista é nossa melhor amiga. Como eu disse, a narrativa é muito fluida, rápida e prazerosa. Os diálogos são maravilhosos e o mistério não deixa nada a desejar. E, meus amores, que final incrível foi aquele? Estou em cólicas para ler a continuação! Não sei o que vem pela frente, mas, se continuar nesse ritmo, vai ser maravilhoso.

    Sendo assim, não percam a oportunidade de conferir Sortilégio (Hex Hall #1), pois a leitura vale muito a pena.

Beijos e até a próxima!

2 comentários:

  1. Uaaau gostei da história!
    Eu sou super fã de livros de fantasia ahahah Fiquei curiosa *--*
    Beijos

    Blog Devolva Meu Clichê!

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  2. Hex Hall é um livro que MORRO de vontade de ler, adoro a temática bruxas e essa coisa de colégio. Imagine um livro que tem os dois?!
    Sou mega curiosa e essa capa é linda de morrer <33.

    memorias-de-leitura.blogspot.com

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