Sinopse: No segundo livro, Tessa tenta esquecer Hardin, o
jovem caótico e revoltado que partiu seu coração em vários pedaços. Mas ela
está prestes a descobrir que alguns amores não podem ser superados. Como apagar
da memória as noites apaixonadas em seus braços, ou a eletricidade de seu
toque? Hardin sabe que cometeu o pior erro de sua vida ao ter magoado Tessa tão
profundamente. Ele não acha que merece tê-la de volta, mas se recusa a deixá-la
partir. Neste livro, Hardin vai lutar com toda a sua força para reconquistar o
grande amor da sua vida. Ao longo do caminho, os seus mais profundos segredos
serão revelados. Depois da verdade, será que o amor de Tessa e Hardin
resistirá?
Autora: Anna Todd
Editora: Paralela
Páginas: 632
Classificação: 2/5
Nesse
segundo livro eu vivi literalmente uma relação de amor e ódio com a história,
os personagens e comigo mesma. Em alguns momentos eu me questionei do porque
estava me torturando tanto para terminar a leitura e até esse momento estou
avaliando se realmente valeu a pena.
Algo
que não podemos dizer sobre Anna Todd é que ela não sabe deixar ganchos
maravilhosos no final de capítulos importantes e no final de seus livros e
mesmo cansada e puta da vida eu me via curiosa sobre o que ia acontecer
adiante. Isso é bom? Para a autora é ótimo, ela impulsiona seus leitores a
continuar mesmo quando eles já não querem mais ou perderam a paciência (coisa
que cansou de acontecer comigo), para o leitor é bom e ruim ao mesmo tempo,
pois ajuda a terminar o bendito livro, porém faz passar mais raiva, já que
nesse livro em particular damos voltas e mais voltas em torno do mesmo drama,
vivenciamos a mesma história repetidas vezes de formas e com culpados
diferentes, mas passamos raiva mesmo assim já que o ponto X é sempre o mesmo.
“Gosto de pensar que cada romance que li se tornou uma parte de mim, ajudou a criar quem eu sou, de certa forma.”
O
livro me deu a sensação de brincar no parquinho do bairro. Uma mistura de
gangorra com balanço, mesmo sendo muito divertido a princípio o vai e vem e o
sobe e desce acaba cansando e enjoando um pouco, mas, mesmo assim, no dia
seguinte queremos brincar um pouco mais, talvez na esperança de ser diferente,
ou melhor, mas no final do dia a sensação é a mesma.
Eu
vi aqui o tão falado relacionamento abusivo? Sim. O fato de o relacionamento
não ser saudável parte de ambas as partes, mas fica bem claro a coisa da posse
que o Hardin tem com a Tessa e não tem como achar
bonitinho, é bem errado, bem feio e inaceitável. Dizer que
a Tessa não facilita é passar pano para esse comportamento e os
rompantes de agressividade do personagem chegam a ferir fisicamente a menina
que perdoa e se culpa, mesmo no contexto da história sendo sem querer
e Hardin repetir várias vezes que seria incapaz de
agredir Tessa, ele faz isso e não estou falando nem de fisicamente, ele
faz psicologicamente e sentimentalmente consciente de machucar e se arrepender
depois não deveria apagar seus crimes que são sempre perdoados e como ele tem
certeza disso repete o padrão muitas e muitas vezes.
“Só porque Hardin não te ama do jeito que você quer, não significa que não te ama com todas as forças.”
Ainda
nesse tópico, mas falando como um alerta. Podem ler esse tipo de livro de boa,
mas tentem levar para vida algo disso, prestem atenção nesse tipo de
comportamento, fiquem ligadas em como os padrões de comportamento se repetem no
personagem e quando detectado na sua vida real, faça diferente da protagonista
e fuja, não tente salvar o cara, não viva no conto que o seu amor é capaz de
mudar ele, precisamos separar vida real de ficção, na vida real não temos tempo
para gastar tentando mudar alguém, precisamos gastar nosso tempo e esforço nos
amando, sendo o melhor de nós todos os dias. Não aceitem nunca serem
controladas, ofendidas, colocadas para baixo, não deixem chegar na parte física
da coisa, o amor que salva tem que nós salvar antes de tentar salvar o outro
então invistam muito no amor-próprio.
Voltando
ao livro, vou falar rapidinho do anjo chamado Tessa, se tem personagem para me
estressar é essa menina. Não vou entrar no assunto romântico da coisa, só quero
dizer que ela tem uma ingenuidade muito forçada, um passo para frente e dois
para trás na personalidade constantemente, não como namorada, mas como pessoa.
Tessa é a personagem feminina que mais me tirou do sério ultimamente, não
amadurece, não se posiciona e principalmente vive se colocando no lugar de
donzela em perigo que não luta por sua própria felicidade individual, sempre
dependendo de terceiros para SER e isso me deixa puta da vida.
Uma
coisa que me agradou muito nesse livro foi a divisão do ponto de vista, acho
que no fim isso salvou muito o romance, depois de todos os alertas se eu não
tivesse uma visão clara do que o Hardin, pensa, passa, vive e sente eu não
teria conseguido continuar a leitura. Não que redima os erros do personagem,
mas me fez enxergar de uma maneira mais ampla, me fez tentar entender o porquê
das coisas e humanizar o personagem de alguma maneira, entendendo até onde ele
é realmente culpado das coisas realmente…. (Isso só vale para ficção)
“Você é tudo! É o ar que eu respiro, a minha dor, o meu coração, a minha vida! “
Li
esse segundo livro bem empurrado, intercalei com três ou quatro leituras ao
longo do tempo, parei inúmeras vezes, pensei em desistir mais algumas vezes e
cheguei ao fim, primeiro pelo motivo dito acima, Anna Todd sabe instigar,
segundo não sei até onde o filme vai retratar e queria estar pelo menos de
igual com ele e terceiro porque parte de mim torce pelo casal protagonista e
quer saber como termina (pronto falei).
Não
acho um livro maravilhoso nem de longe, não é minha primeira indicação para
ninguém, mas tem um apelo de ser tão ruim que é bom e eu tenho muito disso.
Enfim, antes de terminar a leitura estava decida a parar por aqui, mas o
bendito gancho promete mudanças e novas problemáticas que podem ajudar a
melhorar a história, então fiquei bem dividida entre continuar ou não, mas vou
dar um bom tempo antes de ler o próximo isso é certo.
“Seja qual for à matéria de que nossas almas são feitas, a minha e a dele são iguais.”
É
isso, se alguém ai tiver uma sugestão de se continuo ou não deixem nos
comentários (sem spoiler), a próxima vez que falarmos sobre After será sobre o
filme e eu espero de coração trazer uma resenha positiva, dedinhos cruzados.
Beijos.
Meditação
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